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30 de nov de 2011

EU TE AMO





                          Eu te amo
loucamente.
                     Eu te amo
impensadamente.
                     Eu te amo
profundamente.
                     Loucamente
eu te amo.
                     Impensadamente
eu te amo.
                     Profundamente 
eu te amo.
                     Te amo
                          na mente
                      e no corpo
                          e na alma
                               e na semente!

29 de nov de 2011

Sem rodeios

Por que finges não me ver?
Sei que me degustas com o olhar.
Por que evitas meu prazer?
Sei que sonhas em me tocar.

Não, não faça rodeios, pode vir.
Estou pronta para nós dois.
Venha, para chorar ou para rir
Mas não deixes nada para depois.

Arrebata meu ingênuo desejo,
Acaricia minha doce alma.
Pois, em teus olhos é que vejo
Toda a loucura que me acalma!

            Regina Célia Costa, 29/11/11

28 de nov de 2011

Simplesmente...

Não enxugue as minhas lágrimas.
Deixe que a vertente de meu ser
Inunde o seu com o sal do meu interior.

Não tente evitar que eu caia.
Apenas fique parado ao meu lado
Permitindo que minha pele invada a sua.

Não me diga uma única palavra.
Teu silêncio estonteante será o suficiente
Enquanto passeia por meus caminhos curvos.

Não se esquive na minha despedida.
Basta lançar-me em teu universo
E serei para sempre tua.

          Regina Célia Costa, 28/11/11.


24 de nov de 2011

Uma Lembrança

Há uma vaga lembrança de você na minha alma.
Sinto teu cheiro impregnando e pulsando na minha pele.
É como o luar que não existe mas insiste em clarear
É como o Sol que me aquece e teima em me congelar;

Há uma vaga lembrança de você em meu coração.
Percebo o sangue a deslizar e acariciar meus poros.
É como o teu sorriso que por amor me fez odiar.
É como tua voz que em silêncio disse 'não vou te amar'.

         Regina Célia Costa, 24/11/11

23 de nov de 2011

CORJA


 
A voz ecoa pelo mundo
Fazendo o seu chamado:
- Tragam-me aquele imundo,
E ele será condenado!

Por sua estupidez pagará
E não será um escolhido
E não mais enganará
A quem estiver perdido!

A voz insiste em ecoar
Pelos diferentes mundos:
- Pense bem antes de votar
Nesta corja de sujismundos!

            Regina Célia Costa, 23/11/11

21 de nov de 2011

Penso

   Penso naquele instante tão sublime:
suas mãos deslizantes a flutuar em meu horizonte;
     Penso em cada toque como um som
que preenche meu universo dançante;
     Penso no teu sorriso bem perto do meu, 
passeando no meu céu e sussurrando:
   - Sou teu...
   - Sou teu...
   - Sou teu!

               Regina Célia Costa, 21/11/11

15 de nov de 2011

Infinita Saudade

De algo sinto saudade,
Algo que não passa e nem passou.
De um instante de felicidade
Que não chegou e já acabou.

É aquela terna lembrança
Que se firmou no pensamento.
Cresceu, tornou-se esperança
Tão longe no firmamento.

Ah! Se eu pudesse rever
Os esquecidos passos que andei.
Talvez não fosse conter
As lágrimas que não chorei.

                Regina Célia Costa, 14/11/11

11 de nov de 2011

Otimismo


            Sombrio este dia ensolarado,
         Com certeza, vai chover.     
         Melhor sair todo encapado
         E rezar para não morrer!

         Se não de manhã, à tarde será.
         Trágico fim de uma vida
         Acabada antes de começar!

         Sombrio é o teu otimismo
         Que é tão tolo a enganar
         Não vês nada, só o abismo
         Para o qual irá ao tropeçar!

         Não adianta querer sair
         Fazendo-se de pessimista
         Ao fim do dia, é óbvio, vais sorrir

                    
Regina Célia Costa, 06/10/11                      






5 de nov de 2011

Os bons exemplos

- Um grito de revolta -

O exemplo vem de cima
É muito fácil de o ver
No Norte tudo arrima                                                     
Eu nisto nem quero crer

Agora são as portagens
Que no Norte já existem
E vejam agora as imagens
Para outros não subsistem

Esta imagem já é antiga
Disso podem ter a certeza
O Governo tem mão amiga
Para o Norte é uma beleza

Mas o que é querem que eles façam
Coitados dos pobrezinhos
Eles nem as mangas arregaçam
Só querem fazer uns trabalhinhos

Trabalho esse bem duro
Que é feito com sujeira
Mas o rico faz-lhe um muro
Não alinha na brincadeira

E assim quem é que paga
Mais uma vez esta fatura
É a gente que é aziaga
E que do ar tem fartura

É por isso que se diz
Que no ar e vento há vida
Assim fica o povo feliz
E a boca fica contida

Armindo Loureiro – 04/11/2011

4 de nov de 2011

CONVERSA INFANTIL

 
O azul do mar é verde. Porém, o mar tem estrelas.
Estrelas que rodam. Rodam porque a água tem força.
Força salgada, temperada de algas.
Algas dançantes, tamborilantes. Algas peraltas.
Peraltas como os cavalos que existem no mar: marinhos.
Marinhos, assim como o céu da noite: azul marinho é o céu.
Céu redondo e espumante de nuvens.
Nuvens gordas, fofas e leves.
Leves feito algodão. Algodão-doce.
Algodão. Doce algodão.

      Regina Célia Costa, escrita em 13/08/93.

3 de nov de 2011

Amigo

   Com meus pés descalços
     não sei se vou posseguir.
     Trilhar, da vida, os percalços
     sem saber para onde ir.

     Procuro sempre um amigo,
     para comigo estar
     e na batalha contra o inimigo
     A vitória conquistar.

     Mas, quem poderia ser
     este parceiro de Luz?
     Somente um nome a dizer:
     Nosso Senhor JESUS!


               Regina Célia Costa, 02/11/11

2 de nov de 2011

Brilho

     O brilho dos olhos teus
     me comovem profundamente.
     Imagino-o como lágrimas
     que chovem torrencialmente,
     e inundam meus sentimentos
     de vontades impensadas,
     que ocorrem neste e n'outros momentos,
     De várias formas desejadas!

               Regina Célia Costa, 02/11/11

1 de nov de 2011

Lirismo...

Eu quero ser o poeta da ternura
o poeta dos carinhos, da meiguice,
das palavras de amor e da doçura
que ainda ninguém pensou... e ninguém disse...

O poeta dos "castelos" e dos beijos
quando vivemos longamente, a sós,
- que põe vultos de sonhos nos desejos
e que põe abat-jours na própria voz...

Eu quero ser o poeta que te enleia
e te encanta, e te embriaga, e te seduz,
- que no teu corpo branco como areia
compõe versos de amor feitos de luz.

O poeta que em teus olhos, num momento
acende estranhos mundos e visões,
e que adivinha o teu deslumbramento
deslumbrado com as próprias emoções...

Eu quero ser o poeta dos anseios,
dessa minha alma, irrefletida e louca,
- e desvendando o encanto dos teus seios
murmurar versos para a tua boca!

Quero ser esse poeta que tu queres
e os meus versos, assim como um perfume,
hão de embriagar a alma das mulheres
para o teu sofrimento... e o teu ciúme...

Eu quero ser o poeta da ternura
que espalha poemas e a sonhar caminha,
e que encontra afinal toda a ventura
nessa aventura de sentir-te minha!

O poeta que põe alma nos sentidos
e as belezas incógnitas desvenda,
- que murmura canções aos teus ouvidos
e fala sobre o amor num tom de lenda...

O poeta a quem tua alma se prendeu,
esse que chamas louco e sonhador,
para imortalizar teu nome e o meu
na imortalização do nosso amor!

      J.G. de Araújo Jorge - 'Os mais belos poemas que o amor inspirou', Vol. 01 pág 253