De algo sinto saudade, Algo que não passa e nem passou. De um instante de felicidade Que não chegou e já acabou. É aquela terna lembrança Que se firmou no pensamento. Cresceu, tornou-se esperança Tão longe no firmamento. Ah! Se eu pudesse rever Os esquecidos passos que andei. Talvez não fosse conter As lágrimas que não chorei. Regina Célia Costa, 14/11/11
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.