Ora, onde pusera eu meus olhos senão em você, Objeto eterno de meus sentimentos, causa mortal de minhas emoções? Travo, em minh'alma , batalha perdida Quão certa e profunda é minha entrega. Seus pensamentos, e somente seus pensamentos, São o desejo de toda a minha vida, Paixão eterna do meu toque de seu toque à minha pele. Ora, se fecho meus olhos, ainda vejo você! Porquê, em longa e inútil espera, ainda me fazes sofrer? Regina Célia Costa
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.