Bati meu pé na cadeira, Soltei um palavrão. Que chato, dei bobeira. Isto não pode, não! Dei de cara com a quina. Falei outro palavrão. Saí de manso, na surdina, Escondendo a cara com a mão. Deu "choquinho" no cotovelo. Escapou-me mais um palavrão. Estou tendo um pesadelo? Vou lavar a boca com sabão! Agora, mordi a língua. Não disse nenhum palavrão. Chorei muito, até a mingua. Mas, aprendi a lição! Regina Célia Costa, escritora e poetisa blogueira.
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.