O raio de sol cega minha visão Ofusca, com sua luz, meu viver. Só não mata em meu coração Esta angústia de te ter. Tento me desviar da claridade Que teima a mim proclamar: Que vai longe da mocidade O eterno amor a procurar. Mas, não posso da luz fugir Entrego-me inteira, quase derrotada. Em seus braços me vejo a sorrir. ...
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.