Pular para o conteúdo principal

Confissão

        
              O raio de sol cega minha visão
         Ofusca, com sua luz, meu viver.
         Só não mata em meu coração
         Esta angústia de te ter.

         Tento me desviar da claridade
         Que teima a mim proclamar:
         Que vai longe da mocidade
         O eterno amor a procurar.

         Mas, não posso da luz fugir
         Entrego-me inteira, quase derrotada.
         Em seus braços me vejo a sorrir.
         Sim, confesso-me por ti apaixonada

                        Regina Célia Costa, 06/10/2011


Download de Confissões

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paciência

E, quando o tempo pára no meio do caminho, Quando não há a menor possibilidade de continuar o pensamento? A sensação é de vida congelada, interrompida, dividida e picada! Sem rumo, sem nada, sem tudo... Mas o tempo não é uma constante, O caminho não é o único. A possibilidade não é eterna, O pensamento não é uno. A vida pode-se esquentar, continuar, multiplicar e juntar! Os rumos surgem, Os nadas se esvaziam e Os tudos se transbordam! Precisamos apenas de paciência!

Traduzir-me?

Ah! Eu sou intensa! Não sei se tempestade ou tsunami, Intempérie do clima ou Força da natureza Tal qual uma leoa voraz Que tanto medo me sentir faz! Numa cápsula -  à revelia, Tentam me conter! O que posso fazer se a  Liberdade de vida e de viver Traduzem o meu ser?

Dedicatória I

Para você, - amigo ou amiga - Que encontraram minha poesia na rua, pouca e pobre, e a adotaram, e a recolheram ao coração: todo o meu reconhecimento por essa louca e nobre ação. Em nome da minha poesia, agradeço-lhes a pura alegria, muito mais que alegria: comunhão. Que é comunhão,  ou alegria, encontrar quem nos compreenda quem nos estenda a mão, quem partilhe conosco pão e música na mesma canção.                             J.G. de Araújo Jorge