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Traduzir-me?

Ah! Eu sou intensa!
Não sei se tempestade ou tsunami,
Intempérie do clima ou
Força da natureza
Tal qual uma leoa voraz
Que tanto medo me sentir faz!
Numa cápsula -  à revelia,
Tentam me conter!
O que posso fazer se a 
Liberdade de vida e de viver
Traduzem o meu ser?

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Paciência

E, quando o tempo pára no meio do caminho, Quando não há a menor possibilidade de continuar o pensamento? A sensação é de vida congelada, interrompida, dividida e picada! Sem rumo, sem nada, sem tudo... Mas o tempo não é uma constante, O caminho não é o único. A possibilidade não é eterna, O pensamento não é uno. A vida pode-se esquentar, continuar, multiplicar e juntar! Os rumos surgem, Os nadas se esvaziam e Os tudos se transbordam! Precisamos apenas de paciência!

Dedicatória I

Para você, - amigo ou amiga - Que encontraram minha poesia na rua, pouca e pobre, e a adotaram, e a recolheram ao coração: todo o meu reconhecimento por essa louca e nobre ação. Em nome da minha poesia, agradeço-lhes a pura alegria, muito mais que alegria: comunhão. Que é comunhão,  ou alegria, encontrar quem nos compreenda quem nos estenda a mão, quem partilhe conosco pão e música na mesma canção.                             J.G. de Araújo Jorge