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16 de set de 2013

Paciência

E, quando o tempo pára no meio do caminho,
Quando não há a menor possibilidade de continuar o pensamento?
A sensação é de vida congelada, interrompida, dividida e picada!
Sem rumo, sem nada, sem tudo...
Mas o tempo não é uma constante,
O caminho não é o único.
A possibilidade não é eterna,
O pensamento não é uno.
A vida pode-se esquentar, continuar, multiplicar e juntar!
Os rumos surgem,
Os nadas se esvaziam e
Os tudos se transbordam!

Precisamos apenas de paciência!

14 de ago de 2013

Traduzir-me?

Ah! Eu sou intensa!
Não sei se tempestade ou tsunami,
Intempérie do clima ou
Força da natureza
Tal qual uma leoa voraz
Que tanto medo me sentir faz!
Numa cápsula -  à revelia,
Tentam me conter!
O que posso fazer se a 
Liberdade de vida e de viver
Traduzem o meu ser?

15 de jun de 2013

Delírio

Sim, ainda ouço seu rouco
Sussurro em meus ouvidos!

Sinto, ainda, pulsar em minha pele

Sua quente e doce respiração!

Sua carne macia a me arrepiar,

E cerro meus olhos para não acordar!

Saudade

Às vezes, bate uma saudade...
Sei que não deveria sentir...
É pura ilusão de felicidade
Mas, ela bate e não me faz sorrir!

Vez em quando dá até para sentir o cheiro...
Não sei se doce, ácido ou, deveras, picante.
Sei apenas que o pensamento vem ligeiro,
E te deixa, que pena, com ar apaixonante!

Mas, sempre hei de me lembrar
De seu ato de fraqueza e mortificante
E, assim, a você não devo chamar
Em momento algum, de meu eterno amante!

12 de jan de 2013

Alma


Fria e crua,

Anda pela rua

Sem pés e nua!

Vida, a exclua.

Leve-a a lua,

Tão fria,

Tão crua,

Crua e nua!

11 de jan de 2013

Afinal


Tédio total,
Desânimo abissal,
Dor colossal,
Vida animal!

Tudo sem sal,
sem cimento nem cal.
Nem tão bem ou mal,
Sentimento paranormal!

Coração chacal,
Frase irreal,
Pensamento vegetal,
Eu anormal!

10 de jan de 2013

Poeira!



Leva contigo esta densa poeira,
Faça-me o grande favor!
Não me engane, sei que se esgueira
Para me causar terror!

Pobre de ti, podre poeira!
Tenta, sem conseguir, a mim, enganar!
Faz de sua inútil vida, uma carreira,
Tão torpe, que a si próprio vai esmagar!



Pobre de ti, poeira podre!
Antes, com alarde, causava-me sede
E, hoje, seco e vazio está seu odre,
Que seu mal tornou-se sua rede!