Da minha janela, posso ver Tu, tão elegante, a passares. Sonho em um dia poder dizer: Faço dos seus, os meus andares! Quando, de manhã, passas bem cedo Fico esperançosa a te olhar. Imagino as árvores d’um passaredo. E enfim, você a me contemplar. E, à noite, quando voltas, Corro à janela a me debruçar. Conto seus passos com as contas Do rosário que fico a rezar! ...
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.