Pular para o conteúdo principal

Contusão

Bati meu pé na cadeira,
Soltei um palavrão.
Que chato, dei bobeira.
Isto não pode, não!

Dei de cara com a quina.
Falei outro palavrão.
Saí de manso, na surdina,
Escondendo a cara com a mão.

Deu "choquinho" no cotovelo.
Escapou-me mais um palavrão.
Estou tendo um pesadelo?
Vou lavar a boca com sabão!

Agora, mordi a língua.
Não disse nenhum palavrão.
Chorei muito, até a mingua.
Mas, aprendi a lição!

                      Regina Célia Costa, escritora e poetisa blogueira.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim  é multidão; outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera;  outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta; outra parte  se espanta. Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.                Ferreira Gullar

Poeira!

Leva contigo esta densa poeira, Faça-me o grande favor! Não me engane, sei que se esgueira Para me causar terror! Pobre de ti, podre poeira! Tenta, sem conseguir, a mim, enganar! Faz de sua inútil vida, uma carreira, Tão torpe, que a si próprio vai esmagar! Pobre de ti, poeira podre! Antes, com alarde, causava-me sede E, hoje, seco e vazio está seu odre, Que seu mal tornou-se sua rede!

Agora

Sabe aquelas horas em que esquecemos As mais torrentes emoções? Aqueles momentos em que esmorecemos E ficamos em turbilhões? Me sinto assim, agora Nesta hora em que se ausenta. Peço-te: não vá embora! Eis meu amor, experimenta!                                         Regina Célia Costa