Sabe aquelas horas em que esquecemos As mais torrentes emoções? Aqueles momentos em que esmorecemos E ficamos em turbilhões? Me sinto assim, agora Nesta hora em que se ausenta. Peço-te: não vá embora! Eis meu amor, experimenta! Regina Célia Costa
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.