Sim, ainda ouço seu rouco Sussurro em meus ouvidos! Sinto, ainda, pulsar em minha pele Sua quente e doce respiração! Sua carne macia a me arrepiar, E cerro meus olhos para não acordar!
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.