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Mostrando postagens de março, 2012

Distância

A distância que nos separa é imensa, quase tangível. Tanto que até poderia caminhar sobre ela. O quê nos aconteceu? Se o sentimento era indizível, o amor indivisível? O que ocorreu em nosso caminho? Não há explicação, tampouco há destino nesta estrada mal formada entre nós. Não há canteiros que a enfeitem, somente buracos, quais do dia a dia normal de uma cidadezinha simplória e mal governada. Assim foi (ou é) nosso amor, que amor? Se somente eu te amei? Somente eu me doei. De que lado da estrada você estava a acenar sem compromisso para qualquer que lhe piscasse? De que lado da estrada me deixaste a esperar sem fim? Irias voltar? Nem me abandonaste, não é? Cansei de esperar e abandonei a mim em teu lugar!

Noite Fria

A noite fria da alma escurece  os sentidos Finge que nos acalma Mas nos deixa aflitos Contar estrelas não adianta muito menos esperar uma cadente não há pedido que dê esperança para uma alma tão doente O dia quente do espírito clareia os mesmos sentidos fortalece-nos com um grito e ao amor ficamos rendidos!

S.O.S.

Estou cansada do nada absurdo que me corrói! Cansada do imenso vazio que me destrói! Cansada do infinito buraco negro que em mim se constrói! Estou cansada, preciso ser salva. Há, por aí, algum herói?                         Regina Célia Costa

Suplício

Toma-me, ó soberano amor! Em seus braços quero ficar. Dou-me, a ti, sem pudor! Nos seus passos quero me guiar! Esqueça! Suplico com fervor! Deixe-me, agora, por favor; Pois, quero estirpar o terror, De tê-lo como único amor! Não. Não sorrias deste modo para mim. Não queira deter-me em seus braços, Não houve começo, mas este é o fim Não da vida e sim de nossos laços!                     Regina Célia Costa

Dor

A imensa dor que ainda habita meu pobre coração é a descoberta que não finda e me corrói de amarga emoção! De mim, ela toma conta. Espalha-se por todas as veias. Sinto-me, em vasto, uma tonta presa a ti por fortes correias! Rasga minh'alma sem piedade, afoga minha carne em fogo, e me diz, com certa maldade: que não foi 'querer', apenas um jogo!                           Regina Célia Costa