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Mostrando postagens de dezembro, 2011

No meu peito

Sinto em meu peito Uma dor sem medida. Como viver desse jeito Sem você na minha vida? É verdade que, com fervor, insisto Num louco querer impossível. Mas, que mal há nisto? Não sou, ao amor, insensível! Esta dor invade meu ser, Destrói meu coração. Eu tento não te querer. Mas, não consigo não.

Pra você

Minhas palavras nascem para você.  São todas suas. Não haveria como dizer algo sobre o  amor se você não estivesse nele ou em mim! Não saberia escrever o amor se não fosse por você estar em minha pele, em meus poros! Não poderia sentir o amor e vivê-lo  se você não fizesse parte da minha essência! Minhas palavras... eu. Eu e minhas palavras... Pra você.

Deu branco

Me deu branco na poesia, Não consigo esculpir palavras. Nem rima aparece nesse dia pois não são minhas escravas. Preciso dar um tempo. Ler algo, outro alguém. Curtir este meu destempo, Juntar as mãos num Amém. Esperem! Esperem por mim! Voltarei nova e refeita. Ainda, pois, não é o fim Da minha grande colheita!              Regina Célia Costa

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim  é multidão; outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera;  outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta; outra parte  se espanta. Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.                Ferreira Gullar

O velejador

  Quando desbrava o extenso mar     Com seus sonhos coloridos     Pensa em onde ancorar     Seus horizontes já vividos.     Sem medo, e sim respeito,     Se entrega à aventura.     Não tem outro, só um jeito:     Encará-lo com bravura!          Esta é a vontade primordial     Do nobre e caro velejador:     Dividir, com o mar, seu ideal     Pois tudo dele é amor!                Regina Célia Costa, 03/12/11