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Era uma vez

Era uma vez um amor
que se escondia na dor
E se achava o senhor
da minha vida
sofrida
perdida
porém querida
Ele se achava no direito
de se fazer perfeito
por ter sido eleito
no meu coração 'o eterno'
abusava do meu materno
do meu paterno
e usava o fraterno
Um dia eu me cansei
então gritei
agitei
o expulsei
Mas, voltei atrás
pois quem seria capaz
de não dar cartaz
para tão belo rapaz?





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Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim  é multidão; outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera;  outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta; outra parte  se espanta. Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.                Ferreira Gullar

Poeira!

Leva contigo esta densa poeira, Faça-me o grande favor! Não me engane, sei que se esgueira Para me causar terror! Pobre de ti, podre poeira! Tenta, sem conseguir, a mim, enganar! Faz de sua inútil vida, uma carreira, Tão torpe, que a si próprio vai esmagar! Pobre de ti, poeira podre! Antes, com alarde, causava-me sede E, hoje, seco e vazio está seu odre, Que seu mal tornou-se sua rede!

Suave

Suave Suave é teu sabor Que invade meu pensar e me queima o calor De um tentar quase beijar! Suave é teu gritar que inunda meu sentir e me deixa sem calar De um tentar quase sorrir! Teu riso é em mim, suave. Te sou por ti completa E antes que de mim escape Me dê seu amor e me desperta! Regina Célia Costa, 02/06/12 às 21:40, OAB - durante X Concurso de Poesias dos Poetas do Vale.