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Noite e dia

No assombro da noite, me deito
Eu me recolho!
Guardo, solto, teu amor no peito
Eu te escolho!

Na clareza do dia, me desperto
E te amo!
Vivo, assim, um plano incerto
E te reclamo!

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Paciência

E, quando o tempo pára no meio do caminho, Quando não há a menor possibilidade de continuar o pensamento? A sensação é de vida congelada, interrompida, dividida e picada! Sem rumo, sem nada, sem tudo... Mas o tempo não é uma constante, O caminho não é o único. A possibilidade não é eterna, O pensamento não é uno. A vida pode-se esquentar, continuar, multiplicar e juntar! Os rumos surgem, Os nadas se esvaziam e Os tudos se transbordam! Precisamos apenas de paciência!

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Dedicatória I

Para você, - amigo ou amiga - Que encontraram minha poesia na rua, pouca e pobre, e a adotaram, e a recolheram ao coração: todo o meu reconhecimento por essa louca e nobre ação. Em nome da minha poesia, agradeço-lhes a pura alegria, muito mais que alegria: comunhão. Que é comunhão,  ou alegria, encontrar quem nos compreenda quem nos estenda a mão, quem partilhe conosco pão e música na mesma canção.                             J.G. de Araújo Jorge