Pular para o conteúdo principal

Eu Querubim

De radiante enfeitei o dia,
De solidário, o amor.
Me povoei, assim, de alegria
E acabei-me em torpor.

De vasto, procuro um ponto
Em que você possa estar.
O que busco é um encontro
Para teu sorriso comtemplar.

Não rias, meu amor, de mim;
Não queiras fundo me ferir.
De certo não vou aguentar.

Queria eu ser um querubim,
Que no amor te faz sorrir,
Para no coração me guardar!

                                  Regina Célia Costa

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paciência

E, quando o tempo pára no meio do caminho, Quando não há a menor possibilidade de continuar o pensamento? A sensação é de vida congelada, interrompida, dividida e picada! Sem rumo, sem nada, sem tudo... Mas o tempo não é uma constante, O caminho não é o único. A possibilidade não é eterna, O pensamento não é uno. A vida pode-se esquentar, continuar, multiplicar e juntar! Os rumos surgem, Os nadas se esvaziam e Os tudos se transbordam! Precisamos apenas de paciência!

Traduzir-me?

Ah! Eu sou intensa! Não sei se tempestade ou tsunami, Intempérie do clima ou Força da natureza Tal qual uma leoa voraz Que tanto medo me sentir faz! Numa cápsula -  à revelia, Tentam me conter! O que posso fazer se a  Liberdade de vida e de viver Traduzem o meu ser?

Poeira!

Leva contigo esta densa poeira, Faça-me o grande favor! Não me engane, sei que se esgueira Para me causar terror! Pobre de ti, podre poeira! Tenta, sem conseguir, a mim, enganar! Faz de sua inútil vida, uma carreira, Tão torpe, que a si próprio vai esmagar! Pobre de ti, poeira podre! Antes, com alarde, causava-me sede E, hoje, seco e vazio está seu odre, Que seu mal tornou-se sua rede!