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Procura

Dentro de mim, há um vazio Tão cheio de nada e nada. Assim, o coração fica vadio Evitando sua triste revoada! Tão longe vai o pensamento Que até de mim esqueço. Então, me perco no argumento De persistir no elo, simples adereço! Hei de procurar em mim Você, amor excepcional. Mas, este caminho  sem fim Tornou-se, de fato, desigual!

Suave

Suave Suave é teu sabor Que invade meu pensar e me queima o calor De um tentar quase beijar! Suave é teu gritar que inunda meu sentir e me deixa sem calar De um tentar quase sorrir! Teu riso é em mim, suave. Te sou por ti completa E antes que de mim escape Me dê seu amor e me desperta! Regina Célia Costa, 02/06/12 às 21:40, OAB - durante X Concurso de Poesias dos Poetas do Vale.

Agora

Sabe aquelas horas em que esquecemos As mais torrentes emoções? Aqueles momentos em que esmorecemos E ficamos em turbilhões? Me sinto assim, agora Nesta hora em que se ausenta. Peço-te: não vá embora! Eis meu amor, experimenta!                                         Regina Célia Costa

Garoa

A alegria que trazes tua lembrança é quase tortura para mim! Fico boba e me encho de esperança e acredito não ter chegado ao fim! A tristeza que trazes tua lembrança é marca profunda em meu coração! Perco toda a minha temperança e caio muito aquém do chão! Mas a lembrança, tanto da alegria e da tristeza, Que me traz a tua nobre pessoa Só me faz ter a grata certeza Que minhas lágrimas foram apenas garoa!                       Regina Célia Costa

Distância

A distância que nos separa é imensa, quase tangível. Tanto que até poderia caminhar sobre ela. O quê nos aconteceu? Se o sentimento era indizível, o amor indivisível? O que ocorreu em nosso caminho? Não há explicação, tampouco há destino nesta estrada mal formada entre nós. Não há canteiros que a enfeitem, somente buracos, quais do dia a dia normal de uma cidadezinha simplória e mal governada. Assim foi (ou é) nosso amor, que amor? Se somente eu te amei? Somente eu me doei. De que lado da estrada você estava a acenar sem compromisso para qualquer que lhe piscasse? De que lado da estrada me deixaste a esperar sem fim? Irias voltar? Nem me abandonaste, não é? Cansei de esperar e abandonei a mim em teu lugar!

Noite Fria

A noite fria da alma escurece  os sentidos Finge que nos acalma Mas nos deixa aflitos Contar estrelas não adianta muito menos esperar uma cadente não há pedido que dê esperança para uma alma tão doente O dia quente do espírito clareia os mesmos sentidos fortalece-nos com um grito e ao amor ficamos rendidos!