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Mostrando postagens de outubro, 2011

Tolice

Tolice seria eu fingir E iludir-me sobre o amor. Esperando que se possa rir Por já ter passado a dor. Ah!Que absurdo, sim, seria Nos seus passos eu andar. Aí você é quem riria Por, novamente, me enganar. Por isso, é que sempre fujo Dos doces sons de sua voz Tal qual foge um marujo De sua bela sereia algoz. Faço-me, também, de cega Para não ver seu belo sorriso. Pois, é verdade, ninguém nega Que é como ver o paraíso.                    Regina Célia Costa

Espera

Ora, onde pusera eu meus olhos senão em você, Objeto eterno de meus sentimentos,  causa mortal de minhas emoções? Travo, em minh'alma , batalha perdida Quão certa e profunda é minha entrega. Seus pensamentos, e somente seus pensamentos,  São o desejo de toda a minha vida, Paixão eterna do meu toque de seu toque à minha pele. Ora, se fecho meus olhos, ainda vejo você! Porquê, em longa e inútil espera, ainda me fazes sofrer?                         Regina Célia Costa

Dois Mundos

E, se eu vivesse em dois mundos? O que seria da minha verdade? Uma divisão de desejos profundos, E da involuntária luz da vontade. E, se eu tivesse dois amores? O que seria da minha unidade? Um descarte completo de valores, Em único e mero favor à vaidade. Então? Devo extinguir a pluralidade De um pensar tão absoluto? Tratar-me, a mim, com adversidade E aceitar um sentimento diminuto? Não. Quero todos os meus 'plurais' Quero meus anti-desejos reais!                    Regina Célia Costa, 21/10/2011

Quisera eu

Eu tenho hoje e amanhã. Porque ontem não me pertence mais. Quisera eu poder fechar os olhos e voltar. Voltar para a frente; naquele tempo era muito adiante o que hoje já é passado. Quisera eu poder fechar os olhos e sentir. Sentir o tempo não passar e assim extinguir o presente e o futuro; e nada se perderia. Quisera eu poder fechar os olhos e ouvir. Ouvir o silêncio do tempo que não quis tocar em mim. Mas, eu não posso fechar meus olhos. Ainda tenho o hoje e o amanhã!                   Regina Célia Costa, fiz para mim.

Teu perfume

              Hoje, eu senti o teu perfume,          Lembranças vieram a minha mente.          Pensei naquele nosso costume          De amar-nos loucamente!          Lembrei, também, do mar e do céu,          E das estrelas contei as pontas.          São as vezes que nosso amor foi réu          De tantas brigas que perdi as contas.          Lembrei também daquele dia          Que uma lágrima vi em seu rosto.          Não acreditando que me despedia          D...

Janela

         Da minha janela, posso ver          Tu, tão elegante, a passares.          Sonho em um dia poder dizer:          Faço dos seus, os meus andares!          Quando, de manhã, passas bem cedo          Fico esperançosa a te olhar.          Imagino as árvores d’um passaredo.          E enfim, você a me contemplar.            E, à noite, quando voltas,          Corro à janela a me debruçar.          Conto seus passos com as contas          Do rosário que fico a rezar!     ...

Confissão

                       O raio de sol cega minha visão          Ofusca, com sua luz, meu viver.          Só não mata em meu coração          Esta angústia de te ter.          Tento me desviar da claridade          Que teima a mim proclamar:          Que vai longe da mocidade          O eterno amor a procurar.          Mas, não posso da luz fugir          Entrego-me inteira, quase derrotada.          Em seus braços me vejo a sorrir.     ...

Professor

P equena e simples pessoa, como nós, R equerendo completa atenção. O ntem, hoje e sempre, às vezes a sós F azendo-se de grande lição. E mbora sejamos tolos e leigos S ublimamos a ti, com gratidão S abes ser muito importante O ra, importante para a Nação R ouxinol da sabedoria. Tu és gigante! É lógico que tive outros professores nessas escolas, mas a memória já se perdeu. Peço desculpas, talvez nem devesse colocar os nomes de quem me lembro. Já que outros esqueci. Mesmo assim, minha gratidão é, na verdade a todos. Até para os que não foram meus. Então: Aos professores de ontem, hoje e sempre: meu muito obrigada. Àqueles que foram meus professores: Roque de Castro Reis : D. Lourdes, D. Olga (Olguinha), D. Silvia, 'Seu' Ronaldo, D. Cidinha, D. Marlene, D. Abigail Industrial : Prof. Nery. Cotet (Tremembé): Prof. Sebastião, Vilma, Camilo Monteiro Lobato : João Mendes, Miriam Paixão. Unitau : João Sales, Marli

Linhas (inacabadas)

               Tenho medo de me ausentar.        Não de ausentar-me com a morte. Mas, de não querer participar – da vida.  Este é o medo que me assombra, em alguns dias ou noites.   Queria eu, poder ficar escondida lá no escurinho do meu travesseiro. E, estando lá, imaginar minha própria Utopia. Meu mundo perfeitinho, sem nada a temer.   No entanto, quando me lembro que as montanhas não são de marshmallow e as árvores não são pirulitos, me recordo de tudo o que há no mundo real. E resolvo voltar.  Lembro-me que o desafio é mais bonito que a perfeição.        E me faço presente.                        Regina Célia Costa - 07/09/11

Contusão

Bati meu pé na cadeira, Soltei um palavrão. Que chato, dei bobeira. Isto não pode, não! Dei de cara com a quina. Falei outro palavrão. Saí de manso, na surdina, Escondendo a cara com a mão. Deu "choquinho" no cotovelo. Escapou-me mais um palavrão. Estou tendo um pesadelo? Vou lavar a boca com sabão! Agora, mordi a língua. Não disse nenhum palavrão. Chorei muito, até a mingua. Mas, aprendi a lição!                       Regina Célia Costa, escritora e poetisa blogueira.

Confusão?

No peito, bate e pulsa um desejo. No pensar, tilinta um querer só. No olhar, vislumbra o que não vejo: No amor, o sentimento. Que dó! Falar de amor não é meu ideal. Mas, só consigo dele compor. Como se da festa ao funeral, Caminhassem,  ladeados, ódio e amor. Ódio de não mais acreditar; Amor de que tudo traz fé. Irmãos inseparáveis a caminhar No que seria uma constante, mas não é. Amor que enche e esvazia A alma d'um apaixonado. Ódio do que, outrora, se ria Quem se acreditava desgraçado! Sentimento vergonhoso, este ódio: Empobrece tanto o coração. Sobe,  o amor vitorioso, ao pódio. E, assim, de ti faz campeão. Ser ou não ser...? escreveu o inglês. Odiar ou amar? indago eu. Sejas tu, fidalgo ou burguês, Com ódio, por amor já morreu!                                  Regina Célia Costa, escr...