Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2011

No meu peito

Sinto em meu peito Uma dor sem medida. Como viver desse jeito Sem você na minha vida? É verdade que, com fervor, insisto Num louco querer impossível. Mas, que mal há nisto? Não sou, ao amor, insensível! Esta dor invade meu ser, Destrói meu coração. Eu tento não te querer. Mas, não consigo não.

Pra você

Minhas palavras nascem para você.  São todas suas. Não haveria como dizer algo sobre o  amor se você não estivesse nele ou em mim! Não saberia escrever o amor se não fosse por você estar em minha pele, em meus poros! Não poderia sentir o amor e vivê-lo  se você não fizesse parte da minha essência! Minhas palavras... eu. Eu e minhas palavras... Pra você.

Deu branco

Me deu branco na poesia, Não consigo esculpir palavras. Nem rima aparece nesse dia pois não são minhas escravas. Preciso dar um tempo. Ler algo, outro alguém. Curtir este meu destempo, Juntar as mãos num Amém. Esperem! Esperem por mim! Voltarei nova e refeita. Ainda, pois, não é o fim Da minha grande colheita!              Regina Célia Costa

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim  é multidão; outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera;  outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta; outra parte  se espanta. Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.                Ferreira Gullar

O velejador

  Quando desbrava o extenso mar     Com seus sonhos coloridos     Pensa em onde ancorar     Seus horizontes já vividos.     Sem medo, e sim respeito,     Se entrega à aventura.     Não tem outro, só um jeito:     Encará-lo com bravura!          Esta é a vontade primordial     Do nobre e caro velejador:     Dividir, com o mar, seu ideal     Pois tudo dele é amor!                Regina Célia Costa, 03/12/11

EU TE AMO

                          Eu te amo loucamente.                      Eu te amo impensadamente.                      Eu te amo profundamente.                      Loucamente eu te amo.                      Impensadamente eu te amo.                      Profundamente  eu te amo.                      Te amo                 ...

Sem rodeios

Por que finges não me ver? Sei que me degustas com o olhar. Por que evitas meu prazer? Sei que sonhas em me tocar. Não, não faça rodeios, pode vir. Estou pronta para nós dois. Venha, para chorar ou para rir Mas não deixes nada para depois. Arrebata meu ingênuo desejo, Acaricia minha doce alma. Pois, em teus olhos é que vejo Toda a loucura que me acalma!             Regina Célia Costa, 29/11/11

Simplesmente...

Não enxugue as minhas lágrimas. Deixe que a vertente de meu ser Inunde o seu com o sal do meu interior. Não tente evitar que eu caia. Apenas fique parado ao meu lado Permitindo que minha pele invada a sua. Não me diga uma única palavra. Teu silêncio estonteante será o suficiente Enquanto passeia por meus caminhos curvos. Não se esquive na minha despedida. Basta lançar-me em teu universo E serei para sempre tua.           Regina Célia Costa, 28/11/11.

Uma Lembrança

Há uma vaga lembrança de você na minha alma. Sinto teu cheiro impregnando e pulsando na minha pele. É como o luar que não existe mas insiste em clarear É como o Sol que me aquece e teima em me congelar; Há uma vaga lembrança de você em meu coração. Percebo o sangue a deslizar e acariciar meus poros. É como o teu sorriso que por amor me fez odiar. É como tua voz que em silêncio disse 'não vou te amar'.          Regina Célia Costa, 24/11/11

Penso

   Penso naquele instante tão sublime: suas mãos deslizantes a flutuar em meu horizonte;      Penso em cada toque como um som que preenche meu universo dançante;      Penso no teu sorriso bem perto do meu,  passeando no meu céu e sussurrando:    - Sou teu...    - Sou teu...    - Sou teu!                Regina Célia Costa, 21/11/11

Infinita Saudade

De algo sinto saudade, Algo que não passa e nem passou. De um instante de felicidade Que não chegou e já acabou. É aquela terna lembrança Que se firmou no pensamento. Cresceu, tornou-se esperança Tão longe no firmamento. Ah! Se eu pudesse rever Os esquecidos passos que andei. Talvez não fosse conter As lágrimas que não chorei.                 Regina Célia Costa, 14/11/11

Otimismo

            Sombrio este dia ensolarado,          Com certeza, vai chover.                Melhor sair todo encapado          E rezar para não morrer!          Se não de manhã, à tarde será.          Trágico fim de uma vida          Acabada antes de começar!          Sombrio é o teu otimismo          Que é tão tolo a enganar          Não vês nada, só o abismo          Para o qual irá ao tropeçar!          Não adianta querer sair   ...

Os bons exemplos

- Um grito de revolta - O exemplo vem de cima É muito fácil de o ver No Norte tudo arrima                                                      Eu nisto nem quero crer Agora são as portagens Que no Norte já existem E vejam agora as imagens Para outros não subsistem Esta imagem já é antiga Disso podem ter a certeza O Governo tem mão amiga Para o Norte é uma beleza Mas o que é querem que eles façam Coitados dos pobrezinhos Eles nem as mangas arregaçam Só querem fazer uns trabalhinhos Trabalho esse bem duro Que é feito com sujeira Mas o rico faz-lhe um muro Não alinha na brincadeira E assim quem é que paga Mais uma vez esta fatura É a gente que é aziaga E que do ar tem fartura É por isso que se diz Que no ar e vento há vida Assim fica o povo feliz E a boca fica contida Armindo Loureiro – 04/11/2011

CONVERSA INFANTIL

  O azul do mar é verde. Porém, o mar tem estrelas. Estrelas que rodam. Rodam porque a água tem força. Força salgada, temperada de algas. Algas dançantes, tamborilantes. Algas peraltas. Peraltas como os cavalos que existem no mar: marinhos. Marinhos, assim como o céu da noite: azul marinho é o céu. Céu redondo e espumante de nuvens. Nuvens gordas, fofas e leves. Leves feito algodão. Algodão-doce. Algodão. Doce algodão.       Regina Célia Costa, escrita em 13/08/93.

Amigo

   Com meus pés descalços      não sei se vou posseguir.      Trilhar, da vida, os percalços      sem saber para onde ir.      Procuro sempre um amigo,      para comigo estar      e na batalha contra o inimigo      A vitória conquistar.      Mas, quem poderia ser      este parceiro de Luz?      Somente um nome a dizer:      Nosso Senhor JESUS!                Regina Célia Costa, 02/11/11

Brilho

     O brilho dos olhos teus      me comovem profundamente.      Imagino-o como lágrimas      que chovem torrencialmente,      e inundam meus sentimentos      de vontades impensadas,      que ocorrem neste e n'outros momentos,      De várias formas desejadas!                Regina Célia Costa, 02/11/11

Tolice

Tolice seria eu fingir E iludir-me sobre o amor. Esperando que se possa rir Por já ter passado a dor. Ah!Que absurdo, sim, seria Nos seus passos eu andar. Aí você é quem riria Por, novamente, me enganar. Por isso, é que sempre fujo Dos doces sons de sua voz Tal qual foge um marujo De sua bela sereia algoz. Faço-me, também, de cega Para não ver seu belo sorriso. Pois, é verdade, ninguém nega Que é como ver o paraíso.                    Regina Célia Costa

Espera

Ora, onde pusera eu meus olhos senão em você, Objeto eterno de meus sentimentos,  causa mortal de minhas emoções? Travo, em minh'alma , batalha perdida Quão certa e profunda é minha entrega. Seus pensamentos, e somente seus pensamentos,  São o desejo de toda a minha vida, Paixão eterna do meu toque de seu toque à minha pele. Ora, se fecho meus olhos, ainda vejo você! Porquê, em longa e inútil espera, ainda me fazes sofrer?                         Regina Célia Costa

Dois Mundos

E, se eu vivesse em dois mundos? O que seria da minha verdade? Uma divisão de desejos profundos, E da involuntária luz da vontade. E, se eu tivesse dois amores? O que seria da minha unidade? Um descarte completo de valores, Em único e mero favor à vaidade. Então? Devo extinguir a pluralidade De um pensar tão absoluto? Tratar-me, a mim, com adversidade E aceitar um sentimento diminuto? Não. Quero todos os meus 'plurais' Quero meus anti-desejos reais!                    Regina Célia Costa, 21/10/2011

Quisera eu

Eu tenho hoje e amanhã. Porque ontem não me pertence mais. Quisera eu poder fechar os olhos e voltar. Voltar para a frente; naquele tempo era muito adiante o que hoje já é passado. Quisera eu poder fechar os olhos e sentir. Sentir o tempo não passar e assim extinguir o presente e o futuro; e nada se perderia. Quisera eu poder fechar os olhos e ouvir. Ouvir o silêncio do tempo que não quis tocar em mim. Mas, eu não posso fechar meus olhos. Ainda tenho o hoje e o amanhã!                   Regina Célia Costa, fiz para mim.

Teu perfume

              Hoje, eu senti o teu perfume,          Lembranças vieram a minha mente.          Pensei naquele nosso costume          De amar-nos loucamente!          Lembrei, também, do mar e do céu,          E das estrelas contei as pontas.          São as vezes que nosso amor foi réu          De tantas brigas que perdi as contas.          Lembrei também daquele dia          Que uma lágrima vi em seu rosto.          Não acreditando que me despedia          D...

Janela

         Da minha janela, posso ver          Tu, tão elegante, a passares.          Sonho em um dia poder dizer:          Faço dos seus, os meus andares!          Quando, de manhã, passas bem cedo          Fico esperançosa a te olhar.          Imagino as árvores d’um passaredo.          E enfim, você a me contemplar.            E, à noite, quando voltas,          Corro à janela a me debruçar.          Conto seus passos com as contas          Do rosário que fico a rezar!     ...

Confissão

                       O raio de sol cega minha visão          Ofusca, com sua luz, meu viver.          Só não mata em meu coração          Esta angústia de te ter.          Tento me desviar da claridade          Que teima a mim proclamar:          Que vai longe da mocidade          O eterno amor a procurar.          Mas, não posso da luz fugir          Entrego-me inteira, quase derrotada.          Em seus braços me vejo a sorrir.     ...

Professor

P equena e simples pessoa, como nós, R equerendo completa atenção. O ntem, hoje e sempre, às vezes a sós F azendo-se de grande lição. E mbora sejamos tolos e leigos S ublimamos a ti, com gratidão S abes ser muito importante O ra, importante para a Nação R ouxinol da sabedoria. Tu és gigante! É lógico que tive outros professores nessas escolas, mas a memória já se perdeu. Peço desculpas, talvez nem devesse colocar os nomes de quem me lembro. Já que outros esqueci. Mesmo assim, minha gratidão é, na verdade a todos. Até para os que não foram meus. Então: Aos professores de ontem, hoje e sempre: meu muito obrigada. Àqueles que foram meus professores: Roque de Castro Reis : D. Lourdes, D. Olga (Olguinha), D. Silvia, 'Seu' Ronaldo, D. Cidinha, D. Marlene, D. Abigail Industrial : Prof. Nery. Cotet (Tremembé): Prof. Sebastião, Vilma, Camilo Monteiro Lobato : João Mendes, Miriam Paixão. Unitau : João Sales, Marli

Linhas (inacabadas)

               Tenho medo de me ausentar.        Não de ausentar-me com a morte. Mas, de não querer participar – da vida.  Este é o medo que me assombra, em alguns dias ou noites.   Queria eu, poder ficar escondida lá no escurinho do meu travesseiro. E, estando lá, imaginar minha própria Utopia. Meu mundo perfeitinho, sem nada a temer.   No entanto, quando me lembro que as montanhas não são de marshmallow e as árvores não são pirulitos, me recordo de tudo o que há no mundo real. E resolvo voltar.  Lembro-me que o desafio é mais bonito que a perfeição.        E me faço presente.                        Regina Célia Costa - 07/09/11

Contusão

Bati meu pé na cadeira, Soltei um palavrão. Que chato, dei bobeira. Isto não pode, não! Dei de cara com a quina. Falei outro palavrão. Saí de manso, na surdina, Escondendo a cara com a mão. Deu "choquinho" no cotovelo. Escapou-me mais um palavrão. Estou tendo um pesadelo? Vou lavar a boca com sabão! Agora, mordi a língua. Não disse nenhum palavrão. Chorei muito, até a mingua. Mas, aprendi a lição!                       Regina Célia Costa, escritora e poetisa blogueira.

Confusão?

No peito, bate e pulsa um desejo. No pensar, tilinta um querer só. No olhar, vislumbra o que não vejo: No amor, o sentimento. Que dó! Falar de amor não é meu ideal. Mas, só consigo dele compor. Como se da festa ao funeral, Caminhassem,  ladeados, ódio e amor. Ódio de não mais acreditar; Amor de que tudo traz fé. Irmãos inseparáveis a caminhar No que seria uma constante, mas não é. Amor que enche e esvazia A alma d'um apaixonado. Ódio do que, outrora, se ria Quem se acreditava desgraçado! Sentimento vergonhoso, este ódio: Empobrece tanto o coração. Sobe,  o amor vitorioso, ao pódio. E, assim, de ti faz campeão. Ser ou não ser...? escreveu o inglês. Odiar ou amar? indago eu. Sejas tu, fidalgo ou burguês, Com ódio, por amor já morreu!                                  Regina Célia Costa, escr...

Curtinhas II

Sempre Sabe, eu amo você sim. Deixei de pensar em mim, Aprendi a viver assim. E sei, te amarei até o fim! ==================================== Querer Queria muito poder te dizer Que o esperado fim chegou. Mas que mentira este querer Pois a vida nem se acabou! ==================================== Frio Onde está o teu sorriso? Onde está o teu amor? E a verdade que eu friso, Que no teu frio sinto calor?                                               Regina Célia Costa

Dedicatória I

Para você, - amigo ou amiga - Que encontraram minha poesia na rua, pouca e pobre, e a adotaram, e a recolheram ao coração: todo o meu reconhecimento por essa louca e nobre ação. Em nome da minha poesia, agradeço-lhes a pura alegria, muito mais que alegria: comunhão. Que é comunhão,  ou alegria, encontrar quem nos compreenda quem nos estenda a mão, quem partilhe conosco pão e música na mesma canção.                             J.G. de Araújo Jorge

Eu Querubim

De radiante enfeitei o dia, De solidário, o amor. Me povoei, assim, de alegria E acabei-me em torpor. De vasto, procuro um ponto Em que você possa estar. O que busco é um encontro Para teu sorriso comtemplar. Não rias, meu amor, de mim; Não queiras fundo me ferir. De certo não vou aguentar. Queria eu ser um querubim, Que no amor te faz sorrir, Para no coração me guardar!                                   Regina Célia Costa

Desejo Vão

No infinito dos olhos teus Há um abismo absoluto. Pois, longe dos olhos meus Teu coração se entrega ao luto! Volta! Grita-me tua voz. Escuto-te bem distante. Minha lembrança é algoz Deste amor vil e errante! Queria poder lhe falar, Da minha vontade inteira. Mas é melhor a voz cerrar. Não te amar é meu desejo. Esqueço esta minha maneira, No coração é por ti que latejo!                               autoria: Regina Célia Costa

Curtinhas

Poesia bem pequena, Te faço de coração. Minh'alma tão serena, Disposta em tua mão. ======================= Quando fecho os olhos imagino Seu amor de mim fugindo. ======================= A primavera vem chegando. Mil flores se abrirão. Sinto você me abraçando E meu amor em explosão! =======================                    Regina Célia Costa

A Poesia Que Quero

A poesia que quero Deve falar de amor? A poesia que espero Deve esquecer a dor? A poesia que sonho é tua, A poesia que tomo é nossa. Nossa como da Terra, é a lua. E, de nós, o amor que se apossa. Faço de ti o amor que quero. Faça de mim o que de ti espero.                                                   Autoria: Regina Célia Costa