Sinto em meu peito Uma dor sem medida. Como viver desse jeito Sem você na minha vida? É verdade que, com fervor, insisto Num louco querer impossível. Mas, que mal há nisto? Não sou, ao amor, insensível! Esta dor invade meu ser, Destrói meu coração. Eu tento não te querer. Mas, não consigo não.
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.